Sexo com robôs, twitter e pole dance
Passeando pela web e twittando por aí (minha nova mania), vi esse post do Beto Largman que me lembrou desse livro e de algumas coisinhas mais.
Converso bastante com meus amigos que não são muito próximos da Internet e das tecnologias de informação como um todo, não fazendo questão de ter um smartphone ou ferramentas parecidas, sobre o quão externalizável é o perfil de cada um nessa sociedade “técnico-científico-informacional” (sobre esse tema saiba mais clicando aqui e aqui).
Hoje em dia, com o acesso mais fácil a Internet é comum ouvir nos corredores da faculdade ou na rua frases como “qual seu orkut?”, “me diz seu perfil no ’sonico’” ou “me adciona no Myspace.” Sob o acesso a essa ferramenta de informação que constitui a Internet outros bloggers podem falar com maior precisão, mas não vem ao caso citá-los aqui talvez.
Pois bem, fico me perguntando às vezes se eu mesmo externalizo informações demais? Vejam só, tenho cadastro em várias dessas redes sociais cujos nomes são os mais criativos possíveis, mas que no todo não são frequentemente utilizadas por mim. Citando os que lembro, posso dizer: Orkut, Myspace, Facebook, Last.fm, Digg, Del.icio.us, e por último o Twitter, minha mais nova aquisição de interaçao social online. As redes mais utilizadas na maioria (embora não sei se o del.icio.us pode ser considerada
Com uma rápida pesquisada no Google, encontro o Username Check, que sabe-se lá como (eu pelo menos não sei) dá pra saber onde o seu username está cadastrado. Como há sites em que cadastro users diferentes acredito que a lista aumenta galopantemente quando somar todos.
Anyway, embora esteja gostando bastante da forma como o Twitter foi pensando e é utilizado não posso deixar de soltar duras críticas a ele também. A constante informação do que se está fazendo para alguém de fora pode parecer sim verdadeira externalização de si próprio. “Estou em casa” “Cheguei” “Estou comendo bolo de maracujá” e outras frases que denotam momentos extremamente íntimos. Obviamente existe a opção de você seguir uma pessoa ou não, e a pessoa em retribuição lhe seguir. Daí acontece uma troca de duas pessoas que querem que você saiba da vida dela
E o mais interessante de tudo é que todos achamos essa situação muito normal.
Todo esse sentimento quanto a falar de si próprio para estranhos pode dar uma série de trabalhos acadêmicos, mas como esse blog visa somente refletir sobre essa cultura da Internet não acho que devo me estender. Alem do mais, será que dá tempo de falar sobre o que eu queria falar nesse texto que foi pontuado lá no primeiro parágrafo? Acho que ainda dá tempo, sim. Allons-y!
Se vocês chegaram a clicar no link pro post do Beto Largman lá em cima, com certeza viram o video no YouTube das pole dancers feitas com material encontrado na rua que simbolizam uma crítica do artista a respeito das câmeras de vigilância espalhadas por Londres (também espalhadas em algumas cidades do Brasil). Acho legal esse conflito da sociedade que se expõe na internet e do governo que controla através da CCTV.
O livro do David Levy entra no discurso em resposta somente à frase do Largman, ao falar das mulatas cibernéticas no Brasil. Love and Sex with Robots? I’d do them probably.
Sem mais demora, até o próximo post





















XD
É tudo culpa da maldita globalização…
Outro dia escutei:
- Por favor, “loga” ai no seu orkut prá eu ver uma coisa…
- “Logue” no seu…
- Eu desfiz o meu…
- Por quê? Se você ia precisar dele…
- É que eu queria me “afastar” do povo…
Sacou a que ponto chegamos? XD
(Acho que esse meu post se encahixa também no “Quando desconectar” que vc postou antes).
É. Eu mesmo já tentei me desfazer do Orkut, Facebook, Myspace e outras tralhas sociais XD Mas não consigo
Mas, e se vc cancelar uma dessas contas, vc perde seus “contatos” ? Vc “se afasta” do povo ?
Não necessariamente me afasto, mas muitos contatos ‘distantes’ estão nessas redes sociais
E portanto, facilita muita coisa.